O Iraque, um dos países com maiores taxas de aplicação da pena de morte no mundo, executou esta segunda-feira 21 pessoas condenadas por crimes relacionados com terrorismo, indicaram fontes médicas e policiais locais citadas pelas agências internacionais.

Os 21 homens iraquianos, todos condenados por crimes relacionados com terrorismo perpetrados recentemente ou há vários anos, foram executados por enforcamento na prisão central de Nassiriya (sul do Iraque), o único estabelecimento prisional do país que tem um corredor da morte.

A ocupação do Iraque pelo Estado Islâmico começou em 2014, quando o grupo jihadista passou a controlar quase um terço do território do país.

Em 2017, depois de uma ofensiva militar em grande escala, a cidade iraquiana de Mossul foi libertada e logo depois foram concluídas as operações militares em outros bastiões do grupo extremista naquele país.

Penas capitais e centenas de sentenças de prisão perpétua têm sido impostas a cidadãos iraquianos e estrangeiros - homens e mulheres - ao abrigo de um código penal que prevê a aplicação da pena de morte para qualquer pessoa que se tenha juntado a um “grupo terrorista", independentemente de o acusado ter lutado ou não nas fileiras da organização terrorista.

Até ao momento, nenhum dos estrangeiros com ligações ao EI e condenados à morte no Iraque foram executados, mas 11 franceses e um belga aguardam atualmente a ordem de execução, que tem de ser ratificada pelo Presidente iraquiano, o curdo Barham Salih.

O Iraque é regularmente citado pelas organizações não-governamentais (ONG) de defesa dos direitos humanos a propósito da pena de morte.

Em 2019, o país executou um total de 100 pessoas, o que representou quase uma em cada sete execuções em todo o mundo, de acordo com a Amnistia Internacional.

/ DA