Ninguém quer ficar infetado com o vírus da covid-19, mas as crianças são capazes de quase tudo para faltar às aulas, e o mais recente truque é mesmo falsificar testes ao coronavírus.

De acordo com a BBC, recentemente houve uma escola em Liverpool, no Reino Unido, a alertar os pais para possíveis falsificações de testes.

O truque é simples e até agradável: um refrigerante. A mesma publicação avança que, com umas gotas de refrigerante gasoso diretamente na linha do teste, é certo que o teste à covid-19 dará positivo. Como? Tudo estará relacionado com o pH dessas bebidas.

Se abrir um dos testes, encontrará uma tira de material semelhante a um papel e uma outra, vermelha, que está sob o invólucro de plástico em baixo da linha T (que revela um teste positivo). Nessa zona, é onde são absorvidos os anticorpos relacionados com o vírus da covid-19.

Ao fazer o teste, mistura a amostra da sua secreção com uma solução líquida para garantir que a mesma que é introduzida na linha do teste permanece com um pH ideal. O fluído absorvido pela tira de nitrocelulose atrai-se aos anticorpos e ao vírus, quando presente.

Assim, como é que afinal um refrigerante pode, efetivamente, provocar um teste ‘positivo’? Uma das possibilidades apresentadas pelos especialistas é que este tipo de bebida com gás contenha anticorpos que se ‘reconheçam’ e interliguem, mas essa é uma hipótese improvável, de acordo com a BBC.

Uma explicação mais plausível será o facto de as bebidas conterem algo que afete a função dos anticorpos humanos. Todos estes líquidos que têm sido usados para falsificar testes têm uma coisa em comum: são altamente ácidos, com um pH entre os 2,5 e os 4. Essas podem, por isso, constituir condições bastante adversas para os anticorpos, que evoluíram para atuar amplamente na corrente sanguínea, com o pH quase neutro de cerca de 7,4.

Manter um pH ideal para os anticorpos será então a chave para o funcionamento correto do teste, daí a importância da solução líquida que se encontra naquele pequeno tubo no qual deve ser misturada a amostra.

Redação / BMA