Numa curta declaração ao país, a primeira-ministra anunciou que começam na quinta-feira as reuniões com representantes de vários partidos para encontrar uma solução. Um discurso que lançou algumas críticas ao líder da oposição, Jeremy Corbyn.

Não vai ser uma tarefa fácil, mas temos que fazer o Brexit", afirmou Theresa May.

A primeira-ministra olhou para a votação da moção de censura como um voto de confianaça que lhe permite "estudar novas soluções".  Depois de ter lançado um convite a todos os partidos para se iniciarem conversações, garantiu já que os nacionalistas escoceses, os unionistas irlandeses e os liberais democratas aceitaram a propostas para delinear um novo acordo. 

Quem não aceitou o convite, para se sentar à mesa, foi Jeremy Corbyn. O líder dos trabalhistas garantiu que só inicia negociações depois de garantida uma "saída com acordo", uma resposta que "desapontou" Theresa May. 

As portas de Downing Street estão sempre abertas (para conversas com o partido trabalhista", garantiu a primeira-ministra.

No mesmo tom, a primeira-ministra voltou a pedir para que "os interesses pessoais sejam colocados de parte, para garantir o bem estar do Reino Unido"

É altura de nos unirmos e colocar os interesses de lado", pediu Theresa May

É a união que May considera necessária para conseguir apresentar uma proposta alternativa no Parlamento na próxima segunda-feira. Seguem-se dias agitados no reino de sua Majestade com contactos com os diversos países e com os líderes da União Europeia.