Os oficiais da Guarda Costeira dos EUA, a bordo do cruzador Valiant, intercetaram um semissubmersível de autopropulsão que carregava cerca de cinco mil quilos e meio de cocaína na zona este do Oceano Pacífico.

Quatro suspeitos foram detidos dentro da embarcação de doze metros, designada popularmente de “narcosubmarino”, embora a maior parte da estrutura não seja totalmente submersível.

Coast Guard Cutter Valiant interdicts self-propelled semi-submersible in the Eastern Pacific
A embarcação carregava cerca de cinco mil quilos e meio de cocaína. Fotografia: US Coast Guard
  

O “narcosubmarino” foi primeiro detetado por jatos de patrulha marítima e a Joint Interagency Task Force South, uma organização multinacional que coordena operações anti-crime nos mares que banham as costas da América do Sul e América Central, direcionou o cruzador Valiant para interceptar os narcotraficantes.

O cruzador, ao avistar o “narcosubmarino”, enviou duas lanchas com membros da sua tripulação e dois membros da unidade tática da Guarda Costeira do Pacífico. A equipa também contou com a ajuda da Marinha colombiana para abordar e deter os narcotraficantes.

Os oficiais apenas conseguiram transferir meio quilo de cocaína para o cruzador Valiant devido a preocupações com a estabilidade do semissubmersível, que continha uma quantidade de cocaína avaliada em mais de 165 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 150 milhões de euros.

Esta intercepção foi um trabalho de equipa e cada oficial fez muito mais do que o seu dever”, afirmou o comandante do Valiant, Matthew Waldron, num comunicado de imprensa divulgado na manhã desta terça-feira.

Guarda Costeira intercepta "narco submarino"
Guarda Costeira interceta "narcosubmarino" no Oceano Pacífico. Fotografia: US Coast Guard
      

Num período de 24 horas, os oficiais não só atravessaram o Equador, como intercetaram um semissubmersível de autopropulsão carregado de droga", afirmou o comandante Matthew Waldron.

Embora os “narcosubmarinos” tenham aparecido em águas americanas durante vários anos, as embarcações são muitas vezes construídas nas selvas da Colômbia e tornam-se instáveis em mar aberto.