A China removeu os pangolins da lista oficial de animais que são utilizados em tratamentos de medicina tradicional.

Esta medida do governo surgiu depois de já ter sido proibida o consumo de animais selvagens vivos na cidade de Wuhan, o epicentro da pandemia de Covid-19. 

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As oito espécies de pangolim estão em vias de extinção, por causa da caça ilegal das escamas e da própria carne. 

De acordo com a BBC, Paul Thomson, da organização Save Pangolins, classificou esta medida como um momento grande de avanço na proteção destes animais.

O facto de a China estar a eliminar gradualmente os pangolins da medicina tradicional, pode representar a mudança de que estávamos à espera" e acrescentou "espero que o próximo passo da China seja fazer cumprir os regulamentos e mudar o comportamento dos consumidores". 

 

As escamas dos pangolins são altamente cobiçadas para fins medicinais chineses e a carne destes animais é vista como uma iguaria. 

Apesar da proibição do consumo de animais selvagens vivos após o surto de Covid-19, estes continuaram a poder ser utilizados para medicamentos ou peles. 

Recorde-se que foram feitos vários os estudos que apontavam que o SARS-CoV-2 surgiu do consumo de animais selvagens frescos em mercados clandestinos chineses. Pangolins, morcegos, cobras, crocodilos eram alguns dos animais vendidos neste tipo de comércio.

Cláudia Évora