Um sismo de magnitude 7.2 na escala de Richter foi registado às 08:29 deste sábado (13:29 em Lisboa) na região oeste do Haiti, avançou o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Segundo a AFP, que cita a Proteção Civil do Haiti, há já 304 vítimas mortais confirmadas, mas o número deverá aumentar nas próximas horas. O número de casas e prédios que ruiram é grande. Tal como há já registo de um elevado número de feridos, apesar de nenhum valor ter sido avançado.

O primeiro-ministro, Ariel Henry, afirma que a situação é "dramática" e apela à colaboração de todos. Henry confirma que o sismo provocou "vários mortos" e "estragos enormes": 

Pouco tempo depois, Ariel Henry acrescentou ainda que ia declarar o "estado de emergência" no país.

"O mais importante agora é resgatar o maior número de sobreviventes", disse o primeiro-ministro, revelando que os hospitais, sobretudo o de Les Cayes, estão a ficar sobrelotados com feridos.

De acordo com o último balanço divulgado pela Proteção Civil na rede social Twitter, pelo menos 300 pessoas morreram, mais de metade das quais no sul do país, e há “centenas de feridos e desaparecidos”.

“As primeiras intervenções, realizadas tanto pelas equipas de salvamento profissionais, como pelos membros da população, permitiram retirar muitas pessoas dos escombros. Os hospitais continuam a receber feridos”, acrescentou a Proteção Civil haitiana.

Sismo ocorreu a 150 quilómetros de Port-au-Prince

O abalo ocorreu a oito quilómetros da cidade de Petit Trou de Nippes, a cerca de 150 quilómetros da capital Port-au-Prince, e a uma profundidade de 10 quilómetros. 
 

O USGS emitiu um alerta de risco de tsunami, entretanto levantado, e considerou "provável" que o terramoto provoque "um elevado número de vítimas", para além de danos materiais  "significativos". 

 

O diretor da Proteção Civil, Jerry Chandler, confirmou pouco tempo depois à AFP que o poderoso sismo tinha causado vários mortos. “Há mortos", confirmou, "mas ainda não tenho um balanço preciso”, disse Chandler.

O sismo foi sentido também na República Dominicana, que divide com o Haiti a ilha caribenha de Hispaniola.

A agência geológica associou ao sismo um alerta vermelho na sua escala de danos humanos, o que significa que “é provável que haja um elevado número de vítimas e é provável que o desastre afete uma zona extensa”, indicou, na sua página da internet.

“No passado, outros eventos com este nível de alerta exigiram uma resposta de nível nacional e internacional”, advertiu ainda.

EUA garantem auxílio "imediato"

O presidente norte-americno Joe Biden já autorizou uma operação de auxílio "imediato" ao Haiti.

Biden “autorizou uma resposta norte-americana imediata e encarregou a diretora da Agência Norte-Americana de Ajuda Internacional (USAID), Samantha Powers, de coordenar esses esforços”, disse à imprensa um responsável da Casa Branca que solicitou o anonimato.

A Casa Branca não especificou em que consistirá essa ajuda e não esclareceu se enviará imediatamente algum tipo de assistência para o país caribenho que divide com a República Dominicana a ilha de Hispaniola e que é o mais pobre do continente americano.

Segundo Joe Biden, a equipa "apoiará os esforços para quantificar os danos e salvar aqueles que foram feridos" e ajudará "aqueles que agora têm de reconstruir".

Os Estados Unidos continuam a ser um amigo próximo do povo do Haiti e estaremos lá em resposta a esta tragédia”, acrescentou.

Também o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, expressou a sua solidariedade “e a de todo o povo espanhol” ao Haiti devido ao grave sismo hoje sofrido, numa mensagem publicada na sua conta oficial da rede social Twitter, na qual acrescentou: “Contais com o apoio de Espanha para seguir em frente após este terrível acontecimento”.

O terramoto de hoje teve uma intensidade ligeiramente superior ao sismo que em janeiro de 2010, com 7 graus de magnitude, fez 300.000 mortos, cerca de 300.000 feridos e 1,5 milhões de afetados no Haiti. 

Rafaela Laja / com PP (notícia atualizada às 23:45)