Os quatro polícias da cidade de Minneapolis, no estado norte-americano do Minnesota, que estão acusados da morte do afro-americano George Floyd, num cruel episódio que aconteceu a 25 de maio, compareceram esta segunda-feira em tribunal para uma breve audiência. Sob o mesmo teto, sentados na primeira fila, estavam dois familiares da vítima. 

Para não comprometer o julgamento sobre o caso, o juiz Peter Cahill pediu aos promotores e aos advogados de defesa que fossem discretos em relação a estas audiências.

No banco dos réus estão sentados quatro agentes: Derek Chauvin , J. Alexander Kueng, Kiernan Lane e Tou Thao. A data do julgamento está marcada para março do próximo ano.

Mas como o caso é polémico e gerou uma onda de contestação um pouco por todo o mundo, o advogado de Thao, Robert Paule, disse em tribunal que está a considerar um pedido de alteração do local devido ao que descreveu como “publicidade prejudicial ao julgamento”.

Sem saber ainda se o tribunal aprova a mudança, o procurador-geral assistente do Minnesota, Mathew Frank, sublinhou que “todos estão igualmente interessados num julgamento justo”.

Por decidir está ainda se as câmaras de televisão vão ser autorizadas a entrar na sala de audiências.

Floyd, um ex-segurança de 46 anos, supostamente detido por ter tentado pagar com uma nota falsa num supermercado local, avisou diversas vezes o polícia Derek Chauvin que não estava a conseguir respirar e que estava a perder a consciência. Foi transportado para o hospital, mas a sua morte foi declarada pouco tempo depois, ainda dentro da ambulância.

Chauvin foi detido quatro dias após a morte do afro-americana, que ficou gravada nas câmaras de vídeo vigilância. Os outros três polícias também vão responder pelo crime.

Lara Ferin