Um grupo armado invadiu a principal estação de distribuição de água da capital da Líbia e fechou válvulas que abastecem Tripoli e cidades do noroeste, afetando potencialmente cerca de dois milhões de pessoas, informou a ONU.

Em alguns distritos de Tripoli já se sente a baixa pressão da água e prevê-se que o "impacto total seja sentido nos próximos dois dias, a menos que as válvulas sejam reabertas", advertiu na segunda-feira o porta-voz da ONU.

Stephane Dujarric expressou "profunda preocupação" com o corte de água relatado.

A Líbia tem sido vítima do caos e da guerra civil desde que, em 2011, a comunidade internacional contribuiu militarmente para a vitória dos diferentes grupos rebeldes sobre a ditadura de Muammar Khadafi (entre 1969 e 2011).

Os combates opõem as forças do Governo de Acordo Nacional, reconhecido pela comunidade internacional, ao Exército Nacional Líbio proclamado pelo marechal Haftar, homem forte do leste líbio que quer ocupar a capital do país.

Haftar ordenou, em 4 de abril, a conquista de Tripoli, onde se encontrava na altura o secretário-geral da ONU, António Guterres, no âmbito de uma visita ao país.