Depois de uma campanha cheia de críticas, Donald Trump tem-se mostrado mais aberto a uma aproximação com a China e a prova é o novo acordo comercial conseguido com o país, que vai conseguir aumentar as exportações dos EUA para o gigante asiático.

O presidente dos Estados Unidos queixava-se dos acordos comerciais com a segunda maior economia do mundo, por considerar que beneficiavam muito mais a China do que os EUA.

Depois de um encontro com o presidente Xi Jinping, em abril, e de várias sessões de negociações entre representantes, o secretário do Comércio, Wilbur Ross, apresentou um novo acordo de 10 pontos que vai tentar atenuar a diferença entre ambas as nações, até ao final de 2017.

Segundo a CNN, o novo acordo vai abrir o mercado chinês às agências de rating, às empresas de cartões de crédito e às exportações de carne. O governo chinês também se compromete a rever os produtos biotecnológicos norte-americanos que não foram aprovados no passado e a justificar as razões para o bloqueio, caso se mantenha. As exportações de gás natural liquefeito também vão recomeçar.

Do lado dos EUA, o governo compromete-se a permitir a venda de aves já cozinhadas vindas da China e a abrir o mercado para os bancos chineses.

Wilbor Ross mostrou-se satisfeito com as possibilidades do acordo a curto e longo prazo, mas, acima de tudo, com a celeridade de todo o processo.

Tudo isto é mais do que alguma vez foi feito na história das relações comerciais entre a China e os EUA. Normalmente os acordos são feitos em vários anos e não em vários dias”, afirmou.

/ EC