O candidato presidencial democrata dos Estados Unidos Joe Biden disse esta quarta-feira que, se for eleito, a embaixada em Israel permanece em Jerusalém, apesar de considerar “irresponsável” a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de a ter retirado de Telavive.

O antigo vice-presidente dos EUA ressalvou que uma nova mudança geográfica da embaixada não ia ajudar no processo de paz entre o Governo de Israel e a Palestina, que têm lutado durante várias décadas pelo poder e terras da região, sobretudo em Jerusalém.

Durante uma angariação de fundos virtual, Joe Biden afirmou que reabriria um consulado dos EUA em Jerusalém Oriental, de forma a envolver os líderes palestinianos em conversações sobre uma “solução dos dois Estados”, que tem sido a posição oficial dos norte-americanos em relação ao conflito.

O meu Governo vai incitar os dois lados a tomar medidas para manter viva a perspetiva de uma solução dos dois Estados”, explicou Biden, após ter sublinhado, na terça-feira, que tem sido “um orgulhoso defensor de um Estado judeu seguro e democrático de Israel” durante toda a sua vida.

O Congresso dos EUA aprovou a mudança da embaixada para Jerusalém em 1995, com o voto a favor de Joe Biden, na altura como senador de Delaware, mas uma sucessão de presidentes dos dois principais partidos norte-americanos atrasou a mudança, estabelecendo condições como parte das negociações de paz.

Trump é a favor da solução dos dois Estados, mas a sua decisão de mover a embaixada de Telavive para Jerusalém, em 2018, refletiu a sua posição em linha com a do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Ter mudado a embaixada naquela altura, sem que as condições fossem cumpridas, foi de pouca visão e irresponsável. Devia ter acontecido no contexto de um acordo maior, para nos ajudar a alcançar importantes concessões pela paz no processo”, concluiu.

/ Publicado por Henrique Magalhães Claudino