Cinco dos 115 cardeais eleitores, que vão participar no conclave, ainda não chegaram a Roma e são esperados a qualquer momento, anunciou o porta-voz do Vaticano.

«Não é preciso que todos estejam presentes para marcar a data do conclave, mas é preciso permitir a todos tempo para chegarem. Se um cardeal anuncia, por exemplo, que só pode apanhar um avião na sexta-feira, o colégio dos cardeais poderá decidir na quinta-feira a data do conclave», disse esta terça-feira o padre Federico Lombardi, de acordo com a Lusa.

Os cardeais, durante a reunião de «congregação geral» esta terça-feira, decidiram por voto não realizar encontros esta tarde e na quarta-feira à tarde.

«A congregação quer perceber quanto tempo precisa para se preparar para uma decisão tão importante [a eleição do sucessor de Bento XVI], sem precipitar as coisas. Os cardeais quiseram ter tempo disponível para se organizarem e para terem informações», insistiu Lombardi, precisando que devem manter contactos com o exterior.

«Faz parte de um processo que se quer aprofundado e não apressado», sublinhou.

Cento e dez eleitores e 148 não eleitores participaram na sessão desta terça-feira.

Onze cardeais intervieram sobre temas que são mantidos em segredo. Ao todo, 33 cardeais usaram da palavra desde o início das congregações sobre «temas muito variados», afirmou o padre Federico Lombardi.

O Vaticano informou também que os cardeais enviaram uma mensagem ao papa emérito Bento XVI, na qual expressaram «gratidão pelo ministério» e pelo exemplo dado «de zelo pastoral para o bem da Igreja e do mundo».

O telegrama foi enviado pelo cardeal decano, Angelo Sodano, em nome de todos os cardeais presentes, incluindo aqueles que vão escolher o novo papa, na capela sistina.

«Os cardeais reunidos no Vaticano para as congregações gerais prévias ao próximo conclave enviam [a Bento XVI] uma devota saudação, com a expressão da nossa gratidão pelo seu luminoso ministério e pelo exemplo que nos deu de um generoso zelo pastoral para o bem da Igrega e do mundo», escreveu Sodano.

O decano do Colégio Cardinalício acrescentou que essa gratidão «representa o reconhecimento de toda a Igreja pelo incansável trabalho na vinha do Senhor».
Redação