Ali Abdullah Saleh, Presidente do Iémen, deu sinais de cedência esta segunda-feira ao aceitar o acordo proposto pelo Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), mas logo a oposição realçou a «falha» na mediação. O plano em cima da mesa implica a imunidade ao Presidente, algo que os seus opositores não estão dispostos a aceitar.

«O Presidente abraça os esforços dos nossos irmãos do Conselho de Cooperação do Golfo para resolver a crise», lê-se na declaração divulgada pela Reuters. «O Presidente não tem qualquer reserva sobre a transferência de poderes de forma pacifica dentro da moldura constitucional».

De imediato chegou a reacção da oposição que negou a possibilidade de existir qualquer acordo enquanto Saleh não deixar o poder. «Quem seria louco de oferecer garantias a um regime que mata manifestantes pacíficos? A nossa principal exigência é que Saleh seja o primeiro a sair», disse o porta-voz da oposição.

A crise política no Iémen dura há dois meses, depois de ter sido mais um dos países que sofreu o efeito de «arrastamento» dos protestos populares no Egipto e na Tunísia. A polícia tem reprimido duramente as manifestações, sendo que até ao momento pelo menos cinquenta pessoas terão perdido a vida.
Redação / CLC