As Nações Unidas encontraram mais de 100 corpos, a oeste da Costa do Marfim, nas últimas horas, informou o porta-voz do alto-comissariado, Rupert Colville, em conferência de imprensa.

Segundo os primeiros indícios, os homicídios terão ocorrido por motivações étnicas. Os corpos foram encontrados em três localidades diferentes. Cerca de 40 cadáveres foram encontrados em Blolequin, a oeste de Duekoue, e os autores dos crimes «parecem ser mercenários liberianos», esclareceu a mesma fonte.

«A equipa também foi à cidade vizinha de Guiglo, onde viram mais de 60 corpos», afirmou o porta-voz. Algumas das vítimas pareciam não ter nascido na Costa do Marfim, mas eram de outros países do oeste africano.

Outros 15 corpos foram encontrados em Duekoue, onde há tinham sido encontrados mais de 200 mortos. «Há muito de um elemento étnico existente», afirmou Colville, salientando que algumas vítimas foram queimadas vivas, enquanto outras foram lançadas ao chão de prédios.

Também esta sexta-feira as agências humanitárias da ONU pediram a abertura de corredores humanitários na Costa do Marfim para ter acesso aos milhares de pessoas que fogem da violência.

«O Programa Alimentar Mundial (PAM) e quatro agências lançaram um apelo para a abertura de corredores humanitários na Costa do Marfim», explica o PAM num comunicado. A agência indicou que distribuiu bens alimentares para seis dias na cidade de Duékoué (oeste), onde milhares de pessoas estão refugiadas na missão católica.
Redação / CLC