Última atualização às 20:23

A Turquia lançou ataques contra alvos na Síria em resposta ao lançamento de morteiros do outro lado da fronteira, que mataram cinco pessoas em território turco esta quarta-feira.

Esta informação está a ser avançada pela agência Reuters, que cita um comunicado do primeiro-ministro Tayyip Erdogan sem mais informações.

A resposta turca surge numa altura de elevada tensão entre os dois países, que aumentou ainda mais depois de um morteiro disparado desde a Síria ter causado a morte de uma mulher e de quatro crianças em Akcakale, no sudeste da Turquia. No mesmo incidente ficaram feridas oito pessoas.

Este ataque foi prontamente condenado pelo secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, que disse estar a acompanhar «de perto e com grande preocupação» a evolução da crise síria e dos atritos com os países vizinhos.

Rasmussen sublinhara anteriormente que a Aliança Atlântica não tem qualquer intenção em intervir na Síria, mas disse que a organização está pronta para defender a Turquia - membro da NATO - caso seja necessário.

A solidariedade para com Ancara foi expressa também pelas autoridades norte-americanas, com Hillary Clinton a lamentar a perda de vidas humanas.

«Estamos a trabalhar com os nossos amigos turcos», disse esta tarde a secretária de Estado dos EUA, considerando que o extravasar da violência na Síria para lá das suas fronteiras «uma situação muito, muito perigosa».

Já depois de se saber da resposta turca, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou ao governo sírio a respeitar a integridade territorial dos seus vizinhos e parar com a violência contra a população civil do país.

Apesar das boas relações entre Erdogan e o presidente sírio, Bashar al-Assad, antes do levantamento popular do início do ano passado, o chefe de governo turco tem sido bastante crítico da resposta de Damasco à contestação interna, acusando o regime de ter transformado o país num «estado terrorista».

A Turquia tem acolhido milhares de refugiados sírios em fuga do conflito e permitiu aos rebeldes organizarem-se em seu território, que se transformou numa zona de refúgio dos opositores de Assad.
Redação