O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan está a ser fortemente criticado por falar de martírio a uma menina de seis anos que assistia ao congresso do seu partido. 

Tudo se passou no sábado passado. Erdogan discursava na cidade de Kahramanmaras quando reparou que a menina, Amine Tiras, chorava enquanto fazia continência e pediu que a levassem ao palco.

Numa tentativa de a confortar, o presidente turco beijou Amine nas duas faces e depois dirigiu-se à multidão e disse que a criança se devia sentir honrada se fosse "martirizada" em nome da Turquia..

"Ela tem a bandeira turca no bolso. Se se tornar uma mártir, se Deus quiser, esta bandeira será colocada sobre ela".

As palavras do presidente turco não foram bem vistas pelo mundo e, rapidamente, se levantou uma onda de críticas nas redes sociais. No Twitter, vários utilizadores criticaram Erdogan, afirmando mesmo que um chefe de Estado tem como dever proteger as crianças e não desejar a morte delas.

"Não se deseja a morte de uma criança, nunca se diz 'Se Deus quiser'", escreveu um dos utilizadores.

Há até quem diga que Erdogan é pior que o Estado Islâmico e que Hitler.

 

Esta não é a primeira vez que uma criança com uma farda de comando aparece num evento em que o presidente turco está presente. Um ex-ministro turco, Yasar Okutan, chegou mesmo a acusar, numa entrevista televisiva, Erdogan de usar as crianças para angariar votos nas eleições locais e presidenciais de 2019 e questionou se o Presidente diria o mesmo à sua neta.

/ AM