Um activista dos direitos homossexuais do Uganda foi esta noite assassinado depois de um jornal tablóide ter publicado uma fotografia e identificado a sua orientação sexual. A homossexualidade é crime no Uganda e este é um caso com contornos homofóbicos.

A polícia confirmou a morte de David Kato e está a investigar o caso. Segundo refere a «BBC», o activista terá sido espancado até à morte. A organização de direitos humanos Human Rights Watch avançou em comunicado que Kato foi vítima de agressões violentas, desferidas muito provavelmente com um martelo. Terá morrido a caminho do hospital.

Outra informação vinda do advogado activista John Francis Onyango refere que a morte de Kata ocorreu quarta-feira, pelas 13h30, em casa da vítima, que foi morto com dois tiros na cabeça.

David Kato pertencia à associação das Minorias Sexuais do Uganda - Smug. O jornal «Rolling Stone», que não tem qualquer relação com a revista de música norte-americana com o mesmo nome, publicou no anos passado a fotografia de Kata e também a de outros dois homens com referências às sua homossexualidade e com o título «Enforquem-nos». Outros artigos sucederam-se e são várias as fotografias publicadas. O caso chegou a tribunal, que impediu a publicação de continuar a campanha anti-gay.

No Uganda a homossexualidade é punida com pena até 14 anos de prisão. Há cerca de dois anos, um deputado apresentou um diploma que previa o agravamento da punição, que poderia ir até à pena de morte em casos de reincidência. A proposta só não avançou por causa do coro de críticas da comunidade internacional.