Uma enfermeira é suspeita de ter envenenado cinco bebés prematuros com morfina, anunciou a polícia alemã na quarta-feira.

A profissional de saúde do hospital universitário de Ulm, perto de Estugarda, na Alemanha, foi detida e vai ser acusada de cinco crimes de homicídio na forma tentada e cinco crimes de ofensas à integridade física, segundo o ministério público, depois de a polícia ter encontrado uma seringa contendo leite materno e morfina no seu cacifo.

O caso aconteceu na madrugada de 20 de dezembro, mas só agora foi divulgado, com a polícia e o hospital a remeterem para esta quinta-feira mais detalhes da investigação.

Os cinco prematuros encontram-se, atualmente, bem e não são esperadas sequelas, mas, naquela madrugada, foram assistidos de urgência devido a súbitos problemas respiratórios.

Às primeiras horas do dia, cinco bebés, com idades entre um dia e um mês, sofreram, simultaneamente, dificuldades respiratórias", indicou o chefe da polícia de Ulm, Bernhard Weber, em conferência de imprensa.

Os médicos suspeitaram, inicialmente, de uma infeção, mas análises à urina confirmaram o envenenamento por morfina.

Só a rápida intervenção do pessoal médico permitiu salvar os cinco bebés", disse Bernhard Weber.

O hospital só alertou a polícia no passado dia 17 de janeiro, que fez buscas nos cacifos dos profissionais de saúde que estavam a trabalhar no turno da noite, encontrando uma seringa com morfina e leite materno no armário de uma das enfermeiras de serviço.

A morfina costuma ser administrada a bebés para tratar os sintomas de abstinência em recém-nascidos de mães toxicodependentes, que seria o caso de apenas três dos cinco prematuros.

A mulher, cuja identidade não foi revelada, apenas a indicação de que é "nova", nega as acusações. Neste momento, está a ser alvo de uma avaliação psicológica.

O procurador de Ulm, Christof Lehr, disse aos jornalistas acreditar que a enfermeira atuou premeditadamente, sabendo de antemão que "os bebés podiam morrer como resultado das suas ações".