Os destroços do avião que desaparecera com 28 pessoas a bordo, no extremo oriental da Rússia, foram encontrados a quatro quilómetros do aeroporto onde deveria ter aterrado, informou a agência aérea russa.

"As equipas de resgate encontraram os destroços do avião", disseram as autoridades russas, num comunicado, esclarecendo que as operações estão a ser particularmente difíceis por causa da geografia do local.

Fonte do controlo de tráfego aéreo referiu ao jornal Russia Today que não acreditam que tenham existido sobreviventes. Fonte do governo turco também lamentou no Twitter o desastre em que não foram registados sobreviventes.

A aeronave -- um avião de passageiros NA-26, com 28 pessoas a bordo - deveria ter aterrado às 15:50 (06:50, hora de Lisboa), mas o contacto foi perdido alguns minutos antes.

O avião, um AN-26, estava a completar um voo de Petropavlovsk-Kamchatsky para Palana, na Península de Kamchatka, quando não fez uma ligação programada, segundo autoridades locais.

De acordo com as autoridades, havia 28 pessoas a bordo, incluindo seis tripulantes. 

Vários navios estão a patrulhar o mar de Okhotsk, perto da zona onde a aeronave deveria ter aterrado. A Federação de Transportes Aéreos disse ao diário de Moscovo RBK que o acidente poderá ter sido motivado pela presença de nevoeiro acentuado.

Pelo menos dois helicópteros foram accionados na tentativa de localizar os passageiros. Entre as vítimas estará uma criança, avança a agência AFP.

 


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O voo estava a ser operado pela Kamchatka Aviation Enterprise, uma pequena companhia regional que faz a travessia entre cidades e localidades remotas e usa várias aeronaves da era soviética.

O AN-26 é um turboélice bimotor criado na União Soviética, na década de 1960. Entrou em serviço em 1970 e a produção foi interrompida em 1986. Centenas continuam em uso, principalmente em militares.