Perto de 370 milhões de cigarros destinados à venda ilegal na União Europeia (UE) e avaliados em 74 milhões de euros foram apreendidos, no ano passado, em operações do Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF), foi esta quinta-feira anunciado.

Segundo a informação divulgada pelo OLAF, “as operações internacionais envolvendo o organismo levaram à apreensão de quase 370 milhões de cigarros ilegais em 2020”, sendo que “a maioria dos cigarros eram contrabandeados de países fora da UE, mas destinados à venda nos mercados da UE”.

Se tivessem chegado ao mercado, o OLAF estima que estes cigarros do mercado negro teriam causado perdas de cerca de 74 milhões de euros em direitos aduaneiros e impostos especiais de consumo e IVA aos orçamentos da UE e dos Estados-membros”, acrescenta a entidade em nota de imprensa.

Em causa estão 20 operações em alfândegas nacionais e internacionais durante o ano passado, no âmbito das quais o OLAF participou fornecendo informações sobre a identificação e o seguimento de camiões ou contentores carregados com cigarros declarados erradamente como outras mercadorias nas fronteiras da UE.

Cabe a este organismo trocar informações em tempo real com os Estados-membros da UE e países terceiros e, mediante provas claras de que as remessas se destinam ao mercado de contrabando da UE, as autoridades nacionais estão prontas e aptas para intervir e detê-los.

Em concreto, em 2020, um total de 368.034.640 cigarros destinados à venda ilegal na UE foram apreendidos em operações envolvendo o OLAF, dos quais 132.500.000 foram confiscados em países fora da UE (principalmente Albânia, Kosovo, Malásia e Ucrânia) e os outros 235.534.640 cigarros foram já detetados em Estados-membros.

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