A Dinamarca vai abrir as fronteiras aos cidadãos de países europeus, exceto aos portugueses e aos suecos. O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Jeppe Kofod, em comunicado.

Estou muito satisfeito por podermos agora tomar este passo em direção à normalização", sublinhou o governante.

Na nota, é anunciado que o governo vai abrir as fronteiras a países da União Europeia e do Espaço Schengen, incluindo o Reino Unido, com baixas taxas de infeção por Covid-19.

A abertura vai acontecer a 27 de junho e cada país será avaliado individualmente. No entanto, já é certo que Portugal e Suécia ficam de fora.

No mesmo comunicado, é referido que os dois países não apresentam os critérios necessários. O ministro explica que a Dinamarca só se vai abrir aos países que, na semana anterior, tenham registado uma taxa de infeção inferior a 20 casos por cada 100.000 habitantes. 

O sistema de avaliação prevê que se um país registar menos de 20 casos por cada 100.000 habitantes será considerado "aberto", se tiver mais de 20 casos por cada 100.000 habitantes será considerado "em quarentena" e acima de 30 casos por cada 100.000 habitantes será classificado como "fechado".

No caso de Portugal, há 20,2 casos por cada 100.000 habitantes e no caso da Suécia 75,5 por cada 100.000.

As autoridades de Copenhaga vão divulgar a lista atualizada dos países abertos a 25 de junho, dois dias antes da medida entrar em vigor.

Num só mês, a pandemia ficou muito mais controlada do que sonhávamos. Por isso, na Dinamarca, como também noutros países, foi adiantada a abertura”, frisou, já em conferência de imprensa, Jeppe Kofod.

A Direção-Geral da Saúde anunciou, esta quinta-feira, que Portugal registou mais uma morte e 417 novos casos de Covid-19. Dos novos casos, 325 foram contabilizados na região de Lisboa e Vale do Tejo, ou seja, 78% do total. 

Sofia Santana