A União Europeia (UE) vai enviar 33 milhões de euros de ajuda de emergência para o Líbano, para além de equipas e meios técnicos, na sequência das explosões no porto de Beirute, na terça-feira, anunciou esta quinta-feira a Comissão Europeia.

Para além da verba, prometida pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa conversa telefónica com o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, a UE colocou à disposição de Beirute equipas especializadas na deteção química, biológica, radiológica e nuclear e um navio militar com capacidade de helicóptero para evacuação médica, e equipamento médico e de proteção.

A UE destacou já mais de 100 bombeiros altamente treinados de busca e salvamento, com veículos, cães e equipamento médico de emergência.

A verba que Bruxelas está a mobilizar destina-se a custear as primeiras necessidades de emergência, apoio médico e equipamento, e proteção de infraestruturas críticas, segundo um comunicado, podendo ser mobilizado um maior apoio em função da avaliação das necessidades humanitárias em curso.

Foi também anunciada a mobilização de peritos e equipamento para ajudar a avaliar a extensão dos danos e manusear substâncias perigosas como o amianto e outros produtos químicos.

Isto pode ser importante para as estruturas civis, mas também para a reabilitação do Porto de Beirute.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou, ao chegar a Beirute, que quer “organizar a ajuda internacional” ao Líbano, após as devastadoras explosões no porto da capital libanesa, e pediu reformas sem demora aos dirigentes do país.

Ajudaremos a organizar nos próximos dias apoio suplementar ao francês, a nível europeu”, declarou Macron, recebido no aeroporto internacional de Beirute pelo seu homólogo libanês, Michel Aoun.

A França já enviou equipas de socorro e medicamentos.

Espero organizar a cooperação europeia e a nível mais vasto a cooperação internacional”, adiantou o presidente francês, o primeiro chefe de Estado estrangeiro a deslocar-se ao Líbano após as explosões de terça-feira, que destruíram partes da capital libanesa, causando pelo menos 137 mortos e 5.000 feridos.

China também vai ajudar

O governo chinês vai enviar uma equipa de médicos e equipamento para o Líbano, após a explosão do porto que fez mais de 5.000 feridos e pelo menos 137 mortos, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O porta-voz do ministério, Wang Wenbin, disse que o Presidente chinês, Xi Jinping, enviou uma mensagem de condolências ao presidente do Líbano, Michel Aoun, após a explosão.

Como um país amigo do Líbano, a China está disposta a continuar a prestar assistência, dentro das suas capacidades, para o Líbano superar as dificuldades", disse Wang, em conferência de imprensa.

A China é um grande cliente do petróleo e gás do Médio Oriente e, nos últimos anos, tentou aumentar a sua influência na região, como alternativa aos EUA e à Europa.

O país asiático contribui também com soldados para operações de manutenção da paz das Nações Unidas no sul do Líbano.

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, causando, pelo menos 137 mortos e mais de 5.000 feridos, segundo o último balanço feito pelas autoridades libanesas.

Até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões, segundo o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

O Governo português indicou na terça-feira não ter indicações de que haja cidadãos nacionais entre as vítimas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma mensagem ao seu homólogo libanês, Michel Aoun, expressando “condolências aos familiares das vítimas mortais e desejos de rápidas melhoras a todos os feridos, bem como a sua solidariedade a todo o povo libanês”.

Também o Governo português expressou solidariedade com o Líbano e o seu povo, adiantando que participará no plano de apoio da União Europeia.

A Proteção Civil portuguesa está pronta para enviar até quatro equipas para o Líbano, disse à Lusa Duarte Costa, comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Estas serão equipas relacionadas fundamentalmente com a resposta a emergência médica, a análise do ar e a atividades em estruturas colapsadas.

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.

Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

/ AG