Pelo menos 15 crianças, a maioria com menos de um ano de idade, morreram na Síria nas últimas semanas devido ao frio e por falta de cuidados, divulgou esta terça-feira a UNICEF.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância referiu, num comunicado, que "com as temperaturas baixas e a falta de cuidados", pelo menos oito crianças morreram em Rokbane, um campo de deslocados no sul da Síria, enquanto outras sete morreram enquanto as suas famílias fugiam de um bastião ‘jihadista’ no leste do país.

Treze delas tinham menos de um ano", referiu a nota da UNICEF.

 

As vidas dos bebés continuam a ser interrompidas por problemas de saúde que podem ser evitados ou tratados. Não há desculpas para isso no século XXI", disse Geert Cappelaere, diretor regional da UNICEF para o Médio Oriente e Norte de África.

O conflito que assola a Síria desde 2011 deixou mais de 360 mil pessoas mortas e causou uma séria crise humanitária, deixando milhões de deslocados internos e refugiados no exterior.

No campo de refugiados sírio em Rokbane, onde vivem dezenas de milhares de pessoas que recebem ajuda humanitária, pelo menos oito crianças, a maioria delas com menos de quatro meses de idade, morreram em apenas um mês, assegurou o UNICEF.

No leste da Síria, milhares de civis fugiram de um bastião mantido pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), que é alvo de uma ofensiva militar na província de Deir Ezzor.

As famílias que procuram segurança (…) passam os dias ao frio, sem abrigo ou necessidades básicas", lamentou a UNICEF.

 

Sem cuidados médicos, proteção e abrigo acessíveis e confiáveis, mais crianças morrerão dia após dia em Rokbane, Deir Ezzor e em outros lugares na Síria. A história irá julgar-nos pelas mortes absolutamente evitáveis", advertiu Cappelaere.