A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou esta quinta-feira que iria abandonar mais cedo o Conselho Europeu que decorre em Bruxelas para se isolar por ter tido contacto com um caso de covid-19 na sua equipa.

Acabo de ser informada de que um membro da minha equipa acusou positivo para a covid-19 esta manhã. Eu própria tive um teste negativo, mas como precaução deixo imediatamente o Conselho Europeu para entrar em isolamento”, declarou Ursula von der Leyen, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

Antes da sua participação na cimeira de chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE), que decorre entre hoje e sexta-feira em Bruxelas, Ursula von der Leyen esteve esta manhã reunida com o primeiro-ministro português, António Costa, que lhe entregou o primeiro esboço do Plano de Recuperação e Resiliência português.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro indicou que, por ocasião do seu encontro desta manhã com Von der Leyen, António Costa não teve contacto direto com a pessoa que acusou positivo, nem ninguém da delegação portuguesa, que nem sequer o acompanhou na reunião com a presidente da Comissão dadas as fortes medidas de prevenção aplicadas atualmente no edifício-sede do executivo comunitário.

Desse modo, Costa continua a participar nos trabalhos do Conselho Europeu, mantendo um comportamento de vigilância e cautela permanente, à imagem do sucedido no encontro de hoje com Ursula Von der Leyen, durante o qual foram respeitadas as regras de distanciamento e utilização de máscara, apontou a mesma fonte.

A presidente da Comissão já tinha estado em isolamento no início do mês depois de ter participado no Conselho de Estado, em Portugal, onde também se verificou um caso positivo de covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e noventa e três mil mortos e mais de 38,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo.

Em Portugal, morreram 2.128 pessoas dos 93.294 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

/ BC