A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ameaçou, nesta quarta-feira, "ajustar" a exportação de vacinas para países fora da União Europeia "com base na reciprocidade e na proporcionalidade".

A União Europeia tem exportado vacinas para apoiar a cooperação global. Mas as estradas abertas correm em ambas as direções. Se necessário, refletiremos sobre como ajustar as nossas exportações com base na reciprocidade e, no caso de países com taxas de vacinação maiores do que nós, na proporcionalidade", escreveu, na rede social Twitter.

Von der Leyen refere-se, particularmente, ao Reino Unido, no que concerne à taxa de vacinação, e aos Estados Unidos, no que respeita à proibição de exportação de componentes das vacinas.

A União Europeia (UE) já exportou 34 milhões de doses para 31 países, autorizando mais de 249 pedidos de exportação nas últimas semanas, de acordo com um comunicado da UE divulgado na semana passada.

O Reino Unido foi o principal destinatário das vacinas produzidas na UE, recebendo, aproximadamente, 9,1 milhões de doses. Segue-se o Canadá, com 3,9 milhões de doses, México (3,1), Japão (2,7), Arábia Saudita (1,4), Hong Kong (1,3) e Singapura (1)

Só um pedido não foi realizado, depois de a Itália ter bloqueado a exportação de 250.000 doses da vacina da AstraZeneca para a Austrália.

Bruxelas tem sido muito criticada pelo ritmo lento de vacinação nos 27 Estados-membros, com apenas cerca de 10% de vacinados ou que tomaram a primeira dose num universo de 450 milhões de pessoas.

Essa percentagem chega aos 35% no Reino Unido e aos 29% nos EUA.

Catarina Machado