A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford tem apenas 70% de eficácia, revela a farmacêutica britânica, nesta segunda-feira, em comunicado.

É um resultado provisório dos ensaios clínicos em grande escala, que combina uma média de dois regimes diferentes de dosagem e que parece ter ficado aquém dos obtidos pelas vacinas da Pfizer e da Moderna, acima dos 94%.

Mais de 20.000 voluntários, metade no Reino Unido e metade no Brasil, participaram no estudo. Foram registados 30 casos de covid-19 entre os voluntários que tomaram duas doses completas da vacina.

Não foi reportada qualquer hospitalização ou caso grave de covid-19 nos voluntários que tomaram a vacina.

Os ensaios tiveram por base dois regimes diferentes de administração da vacina. Num primeiro foi administrada metade de uma dose seguida de uma dose completa, com uma diferença de um mês, e que revelou uma eficácia de cerca de 90%. Um segundo regime, com duas doses completas da vacina, também com um mês de diferença entre as tomas, revelou 62% de eficácia. Os resultados combinados revelam uma eficácia média de 70%.

Estes resultados mostram que temos efetivamente uma vacina que vai salvar muitas vidas. É empolgante que um dos nossos regimes de administração da vacina seja 90% eficaz", explicou o professor Andrew Pollard, investigador chefe da vacina.

A vacina britânica é, também, bastante mais barata, mais fácil de armazenar e, consequentemente, mais fácil de distribuir e chegar a qualquer parte do mundo que as concorrentes, sublinhou o CEO da AstraZeneca.

A eficácia e segurança desta vacina confirmam que será altamente eficaz contra a covid-19 e terá um impacto imediato nesta emergência de saúde pública. Além disso, a cadeia de distribuição e o nosso compromisso para uma vacina sem fins lucrativos com um acesso amplo e equitativo, significa que estará disponível globalmente, fornecendo centenas de milhões de doses após aprovação", afirmou o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot.

O Reino Unido encomendou 100 milhões de doses desta vacina.
 

Catarina Machado