Israel vai dar uma terceira dose da vacina da Pfizer contra a covid-19 a adultos de risco, anunciaram as autoridades de saúde do país.

Em causa estão pessoas com sistemas imunitários fracos e a rápida progressão da variante Delta no país, com cerca de 450 novos casos diários.

Cerca de metade dos 46 doentes que estão neste momento internados em estado grave receberam as duas doses da vacina contra a covid-19 e a maioria pertence a grupos de risco.

A decisão de administrar uma terceira dose a adultos de risco tem "efeitos imediatos", anunciou o ministro da saúde Nitzan Horowitz.

A extensão da medida a toda a população está, ainda, em análise e depende de uma nova distribuição de vacinas. 

Isto numa altura em que a Organização Mundial da Saúde assumiu estar contra a administração da terceira dose, considerando não haver evidências científicas que o justifiquem.

A farmacêutica norte-americana Pfizer, principal distribuidor de vacinas em Israel, já tinha anunciado que iria pedir aos reguladores dos Estados Unidos e da Europa para autorizar a vacina de reforço, devido ao risco de reinfeção ao fim de seis meses, mas sem revelar os dados que estariam na base desta possibilidade.

Quase seis milhões de pessoas, de uma população de 9,3 milhões, já receberam, pelo menos, uma dose da vacina.

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Catarina Machado