A AstraZeneca voltou a reduzir a previsão do número de vacinas com destino à União Europeia (UE) no primeiro trimestre, situando-se agora em cerca de 30 milhões de doses. Um número que representa apenas um terço daquilo que ficou contratualmente estabelecido e menos 25% das promessas feitas no mês passado.

Trata-se de mais um golpe no plano de vacinação da UE que já tem vindo a sofrer sucessivas alterações devido aos atrasos por parte de várias empresas farmacêuticas. Isto leva a uma grande escassez de vacinas e, consequentemente, a um processo de vacinação mais lento em vários países.

De acordo com um documento que a agência Reuters teve acesso, com a data de 10 de março, a AstraZeneca compromete-se agora a entregar 30,1 milhões de doses até ao final deste mês e mais 20 milhões em abril.

Recorde-se que a 25 de fevereiro, Pascal Soriot, diretor executivo da AstraZeneca, assumiu junto do Parlamento Europeu que a empresa iria tentar entregar 40 milhões de doses até ao final de março.  

No entanto, o documento mostra que a empresa anglo-sueca havia estimado o fornecimento de apenas 34 milhões de doses para a UE entre janeiro e março, bem abaixo dos 90 milhões que constam no contrato.

Apesar de não existirem previsões para os meses de maio e junho, contratualmente está definido que até ao final deste último seriam entregues 300 milhões de doses. 

A Alemanha, país a que se destina a maior fatia de vacinas, deverá receber 19% daquilo que for enviado para a UE, entre a próxima semana e o final de abril, ou seja, cerca de seis milhões de doses. França deverá receber mais ou menos 15%, o equivalente a 4,7 milhões de vacinas. Já Itália, com 14% do total, até ao final de abril deverá arrecadar 4,4 milhões.

A vacina da AstraZeneca foi aprovada na UE no final de janeiro 

Cláudia Évora