O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, urgiu esta segunda-feira a população elegível a agendar rapidamente as doses de reforço das vacinas contra a covid-19 para evitar o agravamento da pandemia e novas restrições como acontece no resto da Europa. 

Observando “nuvens de tempestade a formarem-se” no continente europeu, numa referência ao aumento do número de infeções em países como Áustria e Alemanha, o chefe do Governo britânico disse: “Não podemos ser complacentes”. 

Os países com taxas de vacinação mais baixas tendem a ver picos maiores de infecção e, por sua vez, são forçados a responder com medidas mais duras, enquanto os países com taxas de vacinação mais altas têm, até agora, registado melhores resultados”, vincou.

Por isso, avisou numa conferência de imprensa, "se quisermos evitar novas restrições na nossa vida diária, devemos ser todos vacinados assim que formos elegíveis”.

O Governo decidiu hoje estender as vacinas de reforço, ou terceira dose, a pessoas com mais de 40 anos, e autorizou uma segunda dose de vacina aos jovens com 16 a 17 anos. 

As pessoas com mais de 50 anos já são elegíveis à terceira dose, bem como pessoas de outros grupos etários clinicamente vulneráveis, profissionais de saúde da linha da frente e trabalhadores em residências de idosos. 

Mais de 12,6 milhões de pessoas já foram inoculadas com uma terceira dose no Reino Unido, mas os dados sugerem uma aceitação mais baixa do que anteriormente, tendo chegado a 22,4% da população.  

Os números hoje atualizados indicam que 88% da população com mais de 12 anos recebeu uma primeira dose e 80% a segunda dose. 

O Reino Unido é o país europeu com maior número de mortes de covid-19 desde o início da pandemia, 142.945, tendo registado 47 nas últimas horas. 

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 5.098.386 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China no final de 2019, segundo o balanço diário da agência France-Press.

Mais de 253.179.510 pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus em todo o mundo até às 11:00 de hoje, indica o balanço da AFP realizado com base em fontes oficiais.

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