Espanha autorizou hoje o lançamento da última fase de ensaios clínicos da vacina contra a covid-19 da norte-americana Johnson & Johnson, que será também testada em oito outros países, adiantou a AFP.

A terceira fase do ensaio vai decorrer em nove hospitais espanhóis, primeiro em voluntários que não apresentem especial risco de desenvolver formas graves de covid-19 e depois em pacientes de risco, de acordo com a agência espanhola de medicamentos e produtos de saúde (AEMPS).

Cerca de 30 mil pessoas, repartidas entre Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Colômbia, África do Sul, Estados Unidos e Filipinas, vão participar nesta fase do ensaio clínico da vacina, que será administrada em duas doses.

A AEMPS não especificou quantos voluntários serão mobilizados em Espanha, adiantando que o recrutamento vai iniciar-se “assim que possível”.

Vinte por cento dos voluntários terão menos de 40 anos e 30% mais de 60 anos. Vão receber ou uma dose da vacina experimental, denominada Ad26.COV2.S, ou um placebo.

Os ensaios são essenciais para garantir a qualidade, segurança e eficácia das vacinas”, sublinhou a agência espanhola do medicamento, acrescentando que os resultados só serão tornados públicos depois de todos terminados e analisados.

A Johnson & Johnson em setembro já tinha desenvolvido a segunda fase de ensaios clínicos em Espanha e noutros países.

Uma vacina experimental precisa de ultrapassar com sucesso as três fases de ensaios clínicos antes de poder ser produzida a nível industrial. A terceira fase é aquela que reúne um maior número de voluntários, com milhares de pessoas a testarem a vacina num mesmo período.

Neste momento, existem 11 vacinas experimentais contra a covid-19 na fase três dos ensaios clínicos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Dois outros consórcios farmacêuticos, a Pfizer/BioNTech e a Moderna, anunciaram nos últimos dias que as suas vacinas revelaram níveis de eficácia na produção de anticorpos nos voluntários superiores a 90% na terceira fase de ensaios clínicos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,3 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 3.632 em Portugal.

/ DA