Quem tomou a vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 vai "provavelmente" necessitar de uma terceira dose, avançou o CEO da farmacêutica norte-americana, Albert Bourla.

Em entrevista ao canal norte-americano CNBC, o responsável foi mais longe e sugere que será necessário vacinar a população todos os anos contra o vírus da SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, tal como acontece com a gripe.

Um cenário provável é de que precisaremos de uma terceira dose da vacina, algures entre os seis e os doze meses após a primeira toma e, daí em diante, uma revacinação anual", disse Alberto Bourla, numa entrevista gravada a 1 de abril, mas divulgada esta quinta-feira.

Contudo, estas hipóteses estão ainda a ser estudadas, mas o diretor da farmacêutica diz que é "muito provável" que aconteçam, principalmente por causa das novas variantes do vírus

Tudo isto tem de ser confirmado", sublinhou Bourla, admitindo que "as variantes da covid-19 vão desemprenhar um papel-chave" no processo.

"É extremamente importante proteger as pessoas mais vulneráveis ao vírus", acrescentou Bourla na mesma entrevista.

Já em fevereiro, o presidente da Johnson & Johnson, outra das empresas a produzir uma vacina contra a covid-19, admitia também que a vacinação contra o vírus da SARS-CoV-2 teria de ser anual.

Também o responsável da task-force para a vacinação do governo Biden, David Kessler, referiu esta quinta-feira que os americanos devem esperar receber uma dose de reforço para proteção contra as variantes em circulação do novo coronavírus.

As farmacêuticas Pfizer/BioNTech já tinham anunciado em fevereiro que estavam a estudar o efeito de uma terceira dose da vacina para fazer frente às variantes.

Um estudo apresentado no início de abril revelava que esta vacina oferece uma proteção contra a doença de pelo menos seis meses após a toma da segunda dose e garante ainda a proteção contra as variantes já identificadas do vírus.

Quanto a eficácia, a vacina mantém-se mais de 91% eficaz contra a doença, tendo provado ser totalmente eficaz contra a variante B.1.351, inicialmente identificada na África do Sul, e que provou ser mais contagiosa. Adicionalmente, foi também revelada eficácia contra as outras mutações já encontradas.

Rafaela Laja