A Grécia vai começar a partir de setembro a administrar a terceira dose da vacina contra a covid-19 à população mais vulnerável, para combater a propagação da variante Delta, anunciou esta segunda-feira a presidente do Comité Nacional de Vacinação, Maria Theodoridu.

Esta terceira dose de reforço será dada só com vacinas utilizando a tecnologia do RNA mensageiro (mRNA), como as da Pfizer e da Moderna – mesmo que as pessoas tenham anteriormente sido vacinadas com as da AstraZeneca e da Johnson & Johnson – e será administrada a pessoas que tenham recebido a segunda dose pelo menos um mês antes.

Será dada prioridade para receber a terceira dose a pessoas imunocomprometidas, como doentes que tenham recebido tratamento para o cancro ou feito o transplante de um órgão ou pessoas com o vírus da imunodeficiência adquirida (HIV).

Theodoridu pediu que esta decisão não distraia do principal objetivo, que é vacinar toda a população, e recordou que as vacinas de duas doses têm uma eficácia de 92% e que, embora os vacinados possam ser infetados e contrair a variante Delta da covid-19, mais infeciosa, têm 65% menos de hipóteses de transmitir a doença a outros.

As pessoas com direito à terceira dose da vacina poderão pedir o agendamento a partir da próxima semana.

Hoje, a Grécia registou um aumento do número de mortos, de doentes em cuidados intensivos e de hospitalizados, enquanto o número de novos casos se manteve elevado, com 2.628 registados nas últimas 24 horas.

Morreram 34 pessoas e 319 doentes deram entrada nas unidades de cuidados intensivos.

Desde o início da pandemia, a Grécia registou 561.812 casos e 13.422 mortes por covid-19.

Até domingo, tinham-se realizado no país 11.154.395 vacinações entre a população maior de 12 anos.

Cerca de 59% dos cidadãos receberam uma dose da vacina, ao passo que 56% já têm a vacinação completa.

/ AG