Macau apresentou esta segunda-feira o modelo do cartão de vacinação que vai ser emitido a quem for imunizado contra a covid-19, em chinês, inglês e português, no dia em que se inicia a administração da segunda dose da vacina.

O cartão, que inclui um código QR e informações sobre o tipo de vacina recebida, como o nome do fabricante e o número de lote, além dos dados pessoais do utente, pode facilitar no futuro as deslocações ao exterior, explicou o médico Tai Wai Hou, coordenador do plano de vacinação no território.

Este cartão é um registo e um certificado de vacina (...) que no futuro pode facilitar deslocações (...) ao exterior", disse o médico, durante a conferência semanal sobre a situação da pandemia no território. O cartão será emitido após administradas as duas doses, precisou.

O responsável considerou que o cartão pode estimular mais pessoas a serem vacinadas, por poder, no futuro, facilitar deslocações ao estrangeiro.

De acordo com os dados divulgados hoje pelas autoridades, mais de 77.587 pessoas fizeram a inscrição no programa voluntário de vacinação do território, que arrancou em 09 de fevereiro, tendo 37.707 recebido a primeira dose da vacina, um número considerado baixo pelas autoridades de Macau, com uma população de 680 mil pessoas.

Hoje vai começar a ser administrada a segunda dose da vacina para quem tiver concluído o prazo de 28 dias após a primeira inoculação, informaram as autoridades.

Macau, que mantém fortes restrições fronteiriças, não registou qualquer morte entre os 48 casos detetados desde o início da pandemia, em janeiro de 2020.

Crise no turismo

Macau recebeu em fevereiro 427.122 visitantes, menos 23,3% que no mês anterior, mas mais 173,1% do que no período homólogo do ano passado, quando começou a pandemia, anunciaram hoje as autoridades.

O número de visitantes voltou a cair, depois de em janeiro ter anunciado menos 15,6% de visitantes, em relação ao número contabilizado em dezembro.

Os números são justificados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) com a “influência das medidas de prevenção e controlo da pandemia da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus adotadas por diversos países/territórios”.

A esmagadora maioria dos visitantes são oriundos da China continental (380.649), o principal mercado turístico da capital mundial do jogo.

Nos dois primeiros meses deste ano entraram na região administrativa especial chinesa 983.887 visitantes, menos 67,3%, face ao período homólogo de 2020, quando Macau lançou as primeiras restrições fronteiriças, com o Governo a ordenar o encerramento dos casinos, o que praticamente paralisou a economia.

Antes da pandemia, em 2019, Macau recebeu quase 40 milhões de visitantes.

/ MJC