A estátua da Pequena Sereia no porto de Copenhaga, na Dinamarca, foi vandalizada com as palavras “peixe racista”.

Segundo as autoridades locais, a estátua centenária foi alvo da fúria de um grupo de manifestantes que juntava pessoas pró-democracia e ativistas contra a pesca de baleias.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, os autores do ato de vandalismo derrubaram a sereia, decapitaram-na, arrancaram-lhe um braço e picharam-na com tinta. Um porta-voz da polícia de Copenhaga revelou que não houve detidos, mas que vão ser feitas diligências e vai ser aberta uma investigação o quanto antes.

Não é a primeira vez que a imagem da personagem criada pelo escritor Hans Christian Andersen é alvo deste tipo de atos por parte de ativistas. Em janeiro, um grupo de manifestantes escreveu “Libertem Hong Kong” na pedra sob a qual assenta a imagem de bronze.

Em declarações à estação de televisão dinamarquesa TV2, Ane Grum-Schwensen, especialista da obra de Hans Christian Andersen, admite ter dificuldade “em ver algo particularmente racista” no trabalho do autor.

Já no mês de junho, a estátua de um padre missionário dinamarquês, que foi uma figura central na colonização da Gronelândia, foi pintada com tinta vermelha, tendo sido escrita a palavra “descoloniza”.

Os atos parecem estar ligados aos protestos antirracistas após o homicídio de George Floyd, em 25 de maio, na cidade de Minneapolis, deram origem à vandalização e remoção de várias estátuas de figuras consideradas controversas, como é foi o caso de vários generais do exército confederado, que lutou para manter a escravatura nos Estados Unidos da América.

Recorde-se que a estátua de Padre António Vieira, em Lisboa, também foi vandalizada com a palavra “descoloniza” a tinta vermelha.