Vanessa Bryant entrou com um processo por homicídio por negligência contra a empresa que operou o helicóptero que caiu em janeiro, matando Kobe Bryant, a filha Gianna e mais sete pessoas, avançou a Reuters, que cita o Los Angeles Times.

A ação deu entrada no Tribunal de Los Angeles no dia em que milhares de fãs se reuniram no Staples Center, em homenagem a Kobe Bryant e à filha, quase um mês depois do acidente mortal. 

A denúncia contra a Island Express Helicopters e a Island Express Holding Corp, alega que o piloto Ara Zobayan, que também morreu no acidente em Calabasas, falhou "no uso de cuidados comuns de condução do aparelho" e foi "negligente".

"A violação do dever e negligência pelo réu Island Express Helicopters causou os ferimentos e os danos reclamados pelos sobreviventes da vítima, Kobe Bryant, que morreu como resultado direto da conduta negligente de Zobayan pela qual o réu Island Express Helicopters é totalmente responsável em todos os aspectos”, pode ler-se no processo.

O processo, apresentado pelos advogados de Vanessa Bryant, cita vários atos de negligência, incluindo o facto de o piloto não ter cancelado o voo, não ter conseguido avaliar o clima e não ter mantido uma distância de segurança entre os obstáculos naturais e o helicóptero".  

Os advogados lembram ainda que a Administração Federal de Aviação (FAA) advertiu Zobayan em 2015 por violar as regras mínimas de visiblidade no voo e que o certificado operacional da FAA para a Island Express limitava os pilotos a voar sob regras visuais de voo, não em condições que exigissem o uso de instrumentos.

"A Island Express Helicopters autorizou, indicou e/ou permitiu com total conhecimento que o helicóptero referido voasse em tempo instável", cita o Los Angeles Times.

Kobe Bryant e a filha Gianna Maria, de 13 anos, morreram no dia 26 de janeiro num desastre de helicóptero, em Calabasas, Califórnia. 

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/ AM