A mulher que se atirou sobre o Papa Bento XVI e o fez cair no chão no início da missa de Natal encontrava-se «psicologicamente instável» e não estava armada, afirmou esta sexta-feira o Vaticano, segundo informa a Reuters.

Vaticano revê segurança do Papa

Na primeira declaração formal sobre o episódio que comoveu o mundo católico na noite de quinta-feira, o Vaticano identificou a mulher como Susanna Maiolo, de 25 anos, que tem dupla nacionalidade, italiana e suíça.

O Vaticano informou também que a mulher foi detida e transportada para um centro médico para receber o «tratamento necessário». O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que a jovem era a mesma pessoa que tinha tentado saltar sobre uma barricada e alcançar o Papa na missa de Natal do ano passado.

Durante o pontificado de Bento XVI, que começou em 2005, houve relativamente poucos incidentes de segurança. Em 2007, um alemão saltou sobre uma barricada na Praça de São Pedro quando o veículo do Papa estava a passar durante uma audiência geral.

O ataque mais grave contra um Papa no Vaticano foi em 1981, quando o turco Mehmet Ali Agca disparou contra João Paulo II e quase o matou.

O incidente de quinta deixou os seguranças do Vaticano visivelmente alterados e os bispos espantados. O acontecimento voltou a provocar a discussão sobre a vulnerabilidade do Papa e se ele deseja manter o contacto com o público.