Que nome adotará o novo papa? É uma das incógnitas. O nome é visto como um sinal ao mundo de que atitudes e políticas marcarão o seu pontificado.

A escolha de um nome especial para o Papa segue uma tradição iniciada por Jesus Cristo. «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja». Assim mesmo, Cristo rebatizava Simão, um dos seus discípulos. Passava a chamar-se Pedro e tornava-se no primeiro líder da Igreja Católica.

Por respeito, nunca mais nenhum Papa adotou este nome. Aliás, durante os primeiros século da Igreja os escolhidos mantinham os nomes de batismo. Só no ano 533, Mercúrio decidiu mudar. Considerou que não seria apropriado a um Papa ter o nome de um deus pagão e escolheu chamar-se João II.

O nome do novo Papa é visto como um sinal ao mundo das atitudes e políticas que marcarão o seu pontificado.

Por exemplo, Josef Ratzinger escolheu ser chamado Bento XVI em homenagem ao último Papa que adotou esse nome, Bento XV, que tentou negociar a paz na primeira guerra mundial.

Em 1978, pela primeira vez, um Papa teve nome duplo. O cardeal Albino Luciani escolheu João Paulo I. Honrava assim os seus dois antecessores: João XXIII e Paulo VI. Esteve no cargo apenas 33 dias.

Karol Wojtyla foi eleito. Queria continuar o que o seu antecessor tinha começado e adotou o nome de João Paulo II.

João lidera a lista, tendo sido adotado 23 vezes; Gregórios foram 16, o mesmo número de Bentos; juntam-se 14 Clementes; 13 Inocêncios, uma dúzia de Pios.

Depois há os nomes que ninguém mais repetiu. Pedro, por homenagem ao primeiro dos Papas.

e muitos outros: Lino, Anacleto, Telésforo, Ponciano, Simplício, Aniceto, Cornélio, Agatão. São 42 nomes que nenhum outro Papa escolheu.

O único pontifice português da história, nasceu Pedro Julião, ocupou o trono de São Pedro durante 8 meses e 5 dias com o nome de João XXI.
Redação / José Manuel Santos