Era suposto ser uma viagem de diversão com as crianças à ilha deserta de La Tortuga, mas uma onda virou o barco e provocou um naufrágio. No barco estavam nove passageiros e apenas três sobreviveram. Mariely Chacon, de 40 anos de idade, amamentou Jose David and Maria Beatriz Camblor Chacon, durante quatro dias, enquanto flutuavam na pequena embarcação que acompanhava o barco maior, junto de outros destroços, a mais de 100 quilómetros da costa.

Mariely Chacon chegou a beber a própria urina para manter alguma energia, mas acabou por morrer. Quando as autoridades encontraram as crianças, de seis e dois anos, estavam agarradas ao corpo da mãe, desidratadas e com queimaduras graves no corpo. Foram levadas de imediato para o hospital, escrevem os media venezuelanos. .

A ama das crianças também sobreviveu, mas escondeu-se dentro do frigorifico, que se encontrava nos destroços, para se proteger do sol e do calor.

Os restantes cinco tripulantes continuam desaparecidos. A viagem teve início dia 3 de setembro e as vítimas foram encontradas a 7 de setembro. O primeiro alerta foi dado a 5 de setembro, o dia marcado para o regresso do barco. Como este não atracou, as autoridades foram avisadas e, começaram, de imediato, uma operação de busca. 

Já no dia 6 foram informados de uma pequena embarcação branca à deriva e, no dia 7, foram resgatados por um navio da marinha. 

Os menores vão sobreviver, apesar dos ferimentos. O funeral de Mariely Chacon realizou-se sábado passado. Foram as próprias autoridades que revelarem o sacrifício desta mãe para salvar os filhos, tal como as imagens do momento em que os encontraram. Na verdade, as autoridades confirmaram que Mariely Chacon terá morrido de desidratação três a quatro horas antes do salvamento.


 

Patrícia Pires