Um lusodesdendente morreu durante os protestos contra o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela. Trata-se de Diogo Figueiredo, um biólogo de 31 anos. 

Participava de uma manifestação em San António de Los Altos, a 30 quilómetros de Caracas, quando foi atingido no peito por uma bala de borracha, que terá sido disparada pelas forças de segurança.  Ainda foi levado para uma unidade de saúde, mas acabou por morrer durante uma cirurgia. 

A informação foi confirmada à agência Lusa por fontes da comunidade portuguesa local. 

De acordo com a imprensa venezuelana, pelo menos 20 pessoas foram feridas com balas de borracha disparadas pelas autoridades na terça-feira. Os confrontos ocorreram quando os manifestantes levantaram barricadas para impedir a circulação para a capital, Caracas. 

Dados oficiais indicam que pelo menos 44 pessoas já morreram desde o início dos protestos, a 1 de abril.

Presidente promete mais cooperação militar com Rússia

E enquanto, os venezuelanos protestam, o Presidente da Venezuela anunciou ter falado, na quinta-feira com o homólogo russo, Vladimir Putin, sobre a "muito boa" cooperação militar entre os dois países e acrescentou que “em breve” visitará a Rússia.

“Falámos de cooperação, da cooperação militar que está muito boa e vai melhorar, da cooperação industrial, já começaram a funcionar na Venezuela cinco indústrias, cinco fábricas de camiões”, disse Nicolás Maduro, em Caracas, na televisão estatal VTV.

O chefe de Estado venezuelano disse que “muito em breve” se vai reunir com Putin na Rússia “para rever todos os programas de trabalho, todos os programas de cooperação para continuar a fortalecer a relação”.