Pelos menos 32 pessoas morreram hoje em vários atentados contra igrejas cristãs durante as celebrações de Natal, em ataques reivindicados pela seita islamita Boko Haram, que promete mais acções. O balanço anterior dava conta de 15 mortos.

«É como uma guerra interna lançada contra o país», disse o ministro que tutela as forças de seguranças, Caleb Olubolade, que se deslocou ao local dos atentados para dizer que é preciso «estar à altura e combater» estes ataques.

Os atentados já foram condenados pelo Vaticano, que os considerou o resultado de um «ódio cego e absurdo», e que surgem no culminar de vários dias de confrontos entre a seita islamita e as forças de segurança, centralizados nos estados de Yobe e Borno, com um balanço que no sábado se admitia chegar aos cem mortos.

A seita islamita Boko Haram, da Nigéria, reivindicou a autoria do atentado contra uma igreja de Madalla, perto da capital, Abuja, que matou 27 pessoas, enquanto três novas explosões foram registradas em igrejas do país, uma delas na igreja evangélica da cidade de Jos (centro), na qual morreu um polícia que vigiava o templo, e no templo de Damaturu, onde quatro pessoas morreram.

«Somos responsáveis por todos os ataques dos últimos dias, inclusive a bomba na igreja de Madalla», disse à AFP, em declarações por telefone, um porta-voz da Boko Haram, Abul Qaqa.

«Continuaremos a lançar ataques como estes no norte do país nos próximos dias», advertiu a fonte.

Na quinta e na sexta-feira, confrontos entre o grupo, que promove a criação de um Estado islâmico na Nigéria, e forças de ordem no nordeste do país deixaram 100 mortos.
Redação / CLC