O director do Fundo Monetário Internacional aceitou ser submetido a testes médicos no âmbito da acusação de agressão sexual de que é alvo e por isso audiência no tribunal, que deveria ter acontecido no domingo, ficou adiada para esta segunda-feira.

Depois de quase quatro horas no tribunal de Manhattan, onde Strauss-Khan foi esperado todo o dia de domingo, o advogado William Taylor saiu para informar os jornalistas do adiamento, motivado por novas análises para recolha de provas, a pedido do procurador.

«O nosso cliente consentiu uma examinação médica esta noite como foi pedido pelo Governo. É isso que está a ser feito. Tendo em conta a hora decidimos adiar a audição para amanhã [hoje] de manhã, e esperamos marcar presença com ele no tribunal amanhã [hoje]», «não antes das 11h da manhã».

Dominique Strauss-Kahn, negou este domingo, no comissariado da polícia, todas as acusações que levaram à sua detenção , garantiu um dos seus advogados norte-americanos.

O director do FMI encontra-se sob custódia policial no norte de Manhattan, depois de ter sido acusado na madrugada de domingo de agressão sexual, tentativa de violação e sequestro de uma empregada de hotel no quarto onde estava hospedado em Nova Iorque, horas depois de ter sido detido no aeroporto de Nova Iorque, informou fonte da polícia. O seu número dois, John Lipsky, ficará a frente do FMI na sua ausência.

Strauss-Kahn, socialista favorito nas sondagens para as presidenciais francesas de 22 de Abril de 2012, «foi acusado de tentativa de violação, acto sexual criminoso e detenção ilegal de uma jovem mulher de 32 anos num quarto de hotel em Nova Iorque», precisou aos jornalistas Ryan Sesa, porta-voz da polícia de Harlem.

O director do FMI ia estar reunido com Angela Merkel este domingo e iria à reunião do Eurogrupo esta segunda-feira.

O incidente terá ocorrido no hotel Sofitel de Nova Iorque, perto de Times Square, onde a jovem mulher é empregada de limpeza.

O «New York Post» conta que, quando a suposta vítima entrou no quarto do francês, este terá saído da casa de banho sem roupa e a terá agarrado. Segundo fontes consultadas pelo jornal, que não são identificadas, Strauss-Kahn terá atirado a mulher para cima da cama, forçando-a a praticar sexo oral.

Strauss-Kahn foi detido no aeroporto John F. Kennedy quando se encontrava no compartimento da primeira classe de um avião da Air France e apenas 10 minutos antes da partida para Paris.

A directora de relações públicas do FMI assegurou que a instituição mantém o seu «pleno funcionamento». No entanto, já se fala na possibilidade de afastamento de Strauss-Kahn.

Entretanto, a esposa de Strauss-Kahn já saiu em sua defesa, dizendo ter a certeza que o marido está inocente.
Redação