Áustria, Países Baixos, Suécia, Dinamarca e Finlândia pediram, nesta quinta-feira, à União Europeia (UE) que melhore a luta contra o terrorismo, na sequência do ataque islamita que causou quatro mortes em Viena.

Numa reunião realizada em Viena, os ministros para a Europa e dos Negócios Estrangeiros dos cinco estados exigiram também “uma ação conjunta da UE” para “acabar com o financiamento oculto de organizações civis e religiosas que têm impacto negativo na sociedade”.

Num documento com as conclusões finais da reunião, a que teve acesso a agência austríaca de notícias APA, é pedida a “intensificação da cooperação a nível da UE” em vários domínios para melhorar a segurança, incluindo a monitorização de fluxos suspeitos de dinheiro.

É ainda pedida uma cooperação melhorada entre as forças de segurança para partilhar informações sobre pessoas que regressem de zonas de conflito e dados sobre extremistas considerados uma ameaça.

Condenamos o horrendo ataque terrorista em Viena nos termos mais fortes possíveis e estamos unidos na luta contra o terrorismo, o ódio e o extremismo violento”, sublinham os cinco ministros.

O documento afirma ainda que o atentado em causa é um ataque aos valores e às liberdades europeias e condena qualquer tipo de racismo, antissemitismo e xenofobia.

O chanceler federal austríaco, o conservador Sebastian Kurz, já anunciou esta semana que vai trabalhar com o presidente francês, Emmanuel Macron, em “iniciativas europeias para luta contra o terrorismo islâmico e o islão político”.

O ataque em Viena foi cometido por um jovem de 20 anos de nacionalidade austríaca e da Macedónia do Norte – abatido poucos minutos após o ataque - e que já tinha sido condenado por querer ingressar no grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) na Síria.

O grupo terrorista assumiu a responsabilidade pelo ataque num dos seus canais de propaganda.

A Europa foi ainda alvo de outros ataques terroristas nos últimos dias, tendo um professor francês sido assassinado e decapitado, perto de Paris, por ter mostrado caricaturas de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão, e três pessoas sido mortas perto de uma igreja católica em Nice, também em França.

/ CM