Uma menina de sete anos foi violada na casa de banho de um popular restaurante em Pretória, capital da África do Sul. Um homem, de 20 anos, foi preso no local sob suspeita de violação e posse de drogas.

Foi detido um suspeito ouvido em tribunal na passada terça-feira, no seguimento do incidente. O suspeito permanecerá sob custódia até à sua audiência”, disse Lungelo Dlamini, porta-voz da polícia sul-africana, à estação de televisão norte-americana CNN.

A violação ocorreu no sábado, dia 22 de setembro, quando a menina se dirigiu sozinha à casa de banho do restaurante onde almoçava com os pais. O agressor terá seguido a criança e levou-a para a casa de banho masculina, onde terá abusado da menor.

Foi a mãe da criança que alertou as pessoas do restaurante para algo de errado que se estaria a passar, uma vez que ouviu vozes vindas da casa de banho.

O caso gerou indignação no país e junta-se a vários outros de violações contra mulheres que têm chocado a opinião pública.  Um dos mais recentes é o de uma rapariga de 17 anos que, esta semana, e após ter dado à luz, foi violada por um homem que se fez passar por médico. Há ainda o caso de uma estudante universitária de 23 anos que, dois meses depois de ter sido violada, tirou a própria vida.

A África do Sul é um dos países que apresenta uma das maiores taxas de violações de mulheres em todo o mundo.

De acordo com os estudos estatísticos publicados em junho deste ano pelo National Statistical Service of South Africa, 138 em cada 100 mil mulheres sofreram abusos sexuais ou foram violadas, em 2016 e 2017. Já os dados da organização Africa Check, citados pela BBC News, revelam que ainda que há 110 violações de mulheres por dia no país.

Muitas mulheres sul-africanas manifestaram-se nas redes sociais a demonstrar o desagrado e a apoiar as vítimas destes crimes. Uma das internautas, por exemplo, pede ao governo que agrave as sentenças por violação e outras formas de crimes sexuais.

Uma mulher diz ainda que já não se sente segura no país e outra refere que as violações transformaram a África do Sul num “lugar perigoso para criar crianças do sexo feminino".