Harvey Weinstein foi considerado culpado pelos crimes de ato sexual criminoso em primeiro grau e de violação em terceiro grau, decidiu, esta segunda-feira, o júri de Nova Iorque, noticia a Reuters.

Caso seja condenado, o Harvey Weinstein pode enfrentar uma pena de 25 anos de prisão.

No entanto, o júri absolveu Weinstein de uma das principais acusações, a de agressão sexual predatória, que tinha como pena a prisão perpétua.

Harvey Weinstein, 67 anos, estava acusado de cinco crimes ocorridos entre 2006 e 2013, entre os quais agressão sexual e violação em primeiro e terceiro graus, a partir de testemunhos de cerca de uma centena de mulheres, embora o caso assente sobretudo em denúncias de duas vítimas.

A detenção de Harvey Weinstein aconteceu em maio de 2018, meses depois de o jornal The New York Times e de a revista The New Yorker terem publicado, em outubro de 2017, reportagens a denunciar o escândalo sexual no meio cinematográfico norte-americano.

Foi a partir dessas reportagens que se gerou o movimento coletivo espontâneo de denúncia e partilha #MeToo, de denúncia de casos de abuso, agressão e assédio sexual na indústria do entretenimento.

Entre as mulheres que detalharam casos de propostas sexuais de Harvey Weinstein estão Uma Thurman, Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Salma Hayek e Lupita N'yongo.

Em dezembro de 2017, as mulheres que denunciaram casos de assédio e abuso sexual, contra Harvey Weinstein e outras pessoas, foram nomeadas "Personalidade do Ano" pela revista norte-americana Time.

O caso mais mediático envolveu o produtor norte-americano Harvey Weinstein, mas surgiram ainda outros relatos de abusos envolvendo, entre outros, os atores Kevin Spacey e Dustin Hoffman, o ex-presidente da Amazon Studios Roy Price, os realizadores Brett Ratner e James Toback, os jornalistas Charlie Rose, Glenn Thrush e Matt Lauer, o fotógrafo Terry Richardson e o comediante norte-americano Louis C.K..

/ AM