Virginia Roberts, uma das mulheres que alega ter sido escrava sexual do financeiro Jeffrey Epstein, deu uma entrevista à BBC onde apresentou mais detalhes sobre o seu envolvimento com o príncipe André.

O envolvimento sexual com menores, tem vindo a ser negado pelo membro da realeza britânica.

Durante a entrevista à BBC, Virginia, que era menor à data do encontro com o príncipe, dá novos detalhes sobre o caso, referindo uma viagem a Londres, em 2001, onde afirma ter sido levada por Jeffrey Epstein, no seu jato privado, para conhecer o duque de York.

Ele sabe o que aconteceu. Eu sei o que aconteceu. E apenas um de nós está a dizer a verdade e sei que sou eu", afirmou.

Atualmente com 35 anos, Virginia relata como foi apresentada ao príncipe e como juntamente com Epstein e sua então namorada, Ghislaine Maxwell, chegou a Londres, onde o príncipe lhe pediu que dançasse, antes de ser forçada a ter relações sexuais com o filho da rainha Isabel II.

É o dançarino mais hediondo que já vi na minha vida (...) Foi horrível. (...) O suor dele vinha todo para cima de mim. Era como se estivesse a chover. Mas sabia que tinha de o manter feliz, porque era o que o Jeffrey e a Ghislaine queriam que eu fizesse."

As declarações de Virginia chocam com as do príncipe André na sua desastrosa entrevista à BBC.

Eu sofri o que se chama uma overdose de adrenalina na guerra quando fui baleado e era quase impossível para mim suar".

Em 2001, foi publicada, pela imprensa britânica, uma fotografia onde Virginia aparece ao lado do príncipe que justifica esta entrevista como forma de mostrar quem realmente é o filho da Rainha Isabel II.

A resposta do Palácio de Buckingham não tardou a chegar e, segundo a revista Hello, a Casa Real nega "enfaticamente que o duque de York tenha tido qualquer tipo de contacto sexual ou relação com Virginia Roberts. Qualquer afirmação contrária a isto é falsa e carece de fundamento".

"O duque de York lamenta inequivocamente a sua associação mal vista com Epstein. O seu suicídio deixou muitas perguntas sem respostas, principalmente para as suas vítimas. O duque simpatiza-se profundamente com os que foram afetados e desejam encerrar esta etapa e tem esperança que, com o tempo, possam reconstruir as suas vidas. O duque está disposto a ajudar com qualquer investigação que seja necessária. O duque já afirmou que não viu, presenciou ou suspeitou de nenhum comportamento similar que conduziu à detenção e condenação de Jeffrey Epstein. Lamenta a exploração de qualquer ser humano e não aprovaria, participaria ou encorajaria tal comportamento", pode ler-se ainda na nota.

Recorde-se que, após a entrevista à BBC, o príncipe André abandonou as funções públicas.