Há mais imagens do massacre na discoteca Pulse em Orlando, capital da Florida nos Estados Unidos, há quase um ano. Novos testemunhos, agora divulgados, pelo departamento da polícia local foram captados por um polícia que, na ocasião, transportava uma câmara de filmar.

Do massacre, em que morreram, pelo menos, 50 pessoas e 53 ficaram feridas, há memórias bem vivas.

Em declarações à  ABC News, Roger Brennan, comandante do departamento policial, disse que o acidente “mudou a cidade para sempre e, provavelmente, a nossa forma de agir”.

A massacre na Pulse, uma discoteca frequentada pela comunidade LGBT, foi o culminar de uma onda de terror que tinha começado dias antes, a 11 de junho de 2016, quando a cantora Christina Grimme foi baleada e assassinada numa sessão de autógrafos, depois do seu espetáculo no Plaza Live, uma sala de concertos.

Na altura, as autoridades disseram que os dois casos não estavam relacionados mas a coincidência da semana dá que pensar.

A chacina no clube noturno ocorreu depois das 2:00 quando Omar Mateen, um afegão de 29 anos com treino na utilização de armas, invadiu o recinto com uma espingarda e começou a disparar.

Jahqui Sevilla, uma das muitas clientes presentes na discoteca, descreveu o momento à ABC News: “estávamos todos bem dispostos e a dançar. Uma noite ótima que se transformou-se no pior dia da minha vida”.

Relativamente à presença policial, John Mina, o polícia chefe da operação disse que durante a ocorrência estavam lá "a salvar pessoas”. 

A tragédia terminou depois de várias horas de negociação que acabaram também na morte do atirador.

Para Mina, apesar da "resposta da polícia" foram mortas pessoas da comunidade e, enquanto comunidade, "ficámos devastados”.

Omar Mateen era segurança privado e nutria simpatia pelos ideais do Estado Islâmico. De acordo com os meios de comunicação norte-americanos, o homem pertencia à lista dos milhares de cidadãos referenciados pelo FBI, devido às suas potenciais ligações ao extremismo islâmico.