O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu esta sexta-feira o prolongamento por um ano do tratado de desarmamento russo-americano New Start, três dias depois de os EUA terem feito uma oferta nesse sentido.

Tenho uma proposta: estender o acordo atual incondicionalmente por pelo menos um ano, a fim de ter a oportunidade de conduzir negociações intensivas em todos os parâmetros”, disse Putin, durante a reunião do seu conselho de segurança.

O tratado bilateral New Start, que foi assinado em 2010 e expira em 2021, assegura que os arsenais de armas nucleares dos dois países se mantêm abaixo dos níveis atingidos durante a Guerra Fria, limitando o número de mísseis a 700 e o número de ogivas a 1.550.

Na terça-feira, o negociador norte-americano, Marshall Billingslea, ofereceu a Moscovo a proposta de prolongamento do tratado, de forma temporária, com a condição de os russos “congelarem” o seu arsenal nuclear, repetindo uma intenção de há vários anos do Presidente Donald Trump.

Esse congelamento foi considerado “inaceitável” pelo negociador russo, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Sergey Riabkov.

Hoje, Putin disse que seria “extremamente lamentável” que o tratado chegasse ao fim do seu prazo de validade sem ser substituído, já que, nas palavras do Presidente russo, “ele permite travar a corrida às armas”.

É claro que temos novos sistemas de armas, que os americanos não têm, pelo menos por enquanto. Mas recusamos discutir este aspeto”, concluiu Putin.

A Rússia e os EUA, juntos, detêm mais de 90% das armas nucleares do mundo, de acordo com o mais recente relatório do Instituto Internacional de Investigação para a Paz, de Estocolmo.

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