O vulcão Soputan entrou hoje em erupção no norte da ilha indonésia de Sulawesi, afetada na sexta-feira por um sismo, seguido de tsunami, que causou mais de 1.400 mortos

As autoridades indonésias já elevaram o nível de alerta para 3, numa escala de 4, e estabeleceram um perímetro de segurança de quatro quilómetros ao redor da cratera de um dos vulcões mais ativos do mundo, informou a agência de prevenção de desastres, BNPB.

Uma coluna de fumo e cinzas de quatro mil metros de altura move-se agora em direção para oeste do vulcão, indicou a mesma agência.

Na sexta-feira, um terramoto de magnitude 7,5 graus na escala de Richter, seguido do tsunami, devastou a parte ocidental da ilha de Sulawesi na Indonésia, onde as autoridades já contabilizaram pelo menos 1.234 mortos.

A maior parte das vítimas morreu em Palu, cidade de 350 mil habitantes e que foi a mais atingida pela catástrofe natural.

Neste momento, quase 200 mil pessoas precisam de ajuda humanitária urgente, incluindo milhares de crianças, advertiu o Gabinete de Coordenação de Assistência Humanitária da ONU (OCHA, sigla em inglês). Estima-se que 66.000 casas foram destruídas.

Desde então, os sobreviventes têm-se confrontado com a falta de água potável e alimentos.

"Embora o governo e as organizações de emergência trabalhem incansavelmente para fornecer assistência vital, as necessidades continuam imensas", afirmou o porta-voz do OCHA, Jens Laerke, num comunicado divulgado na terça-feira.

A Austrália anunciou já uma ajuda humanitária ao país no valor de 3,1 milhões de euros, para cobrir apoio médico de emergência durante um período inicial de 21 dias.

A Indonésia assenta sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica onde, em cada ano, se registam cerca de 7.000 terramotos, a maioria moderados.

Entre 29 de junho e 19 de agosto, pelo menos 557 pessoas morreram e quase 400.000 ficaram deslocadas devido a quatro terramotos de magnitudes compreendidas entre 6,3 e 6,9, que sacudiram a ilha indonésia de Lombok.