O fim da erupção do vulcão da ilha La Palma, nas Canárias, não deverá estar próximo, apesar de se encontrar na fase “madura”, segundo indicou esta terça-feira o Instituto Geográfico Nacional (IGN) espanhol.

Depois da reunião diária da comissão científica que avalia o processo eruptivo iniciado no dia 19 de setembro, a diretora do Instituto Geográfico Nacional (IGN), María José Blanco, indicou que a previsão do tempo aponta para ventos na quarta-feira à tarde, que deverão virar a coluna de cinzas e gases em direção à encosta nordeste da ilha, o que pode afetar a operação do aeroporto de La Palma.

Além disso, continuou María José Blanco, os cientistas detetaram a abertura de uma zona de fissura a cerca de cem metros a nordeste do cone principal do vulcão com emissão de gases e solos de alta temperatura que, em princípio, não têm caráter eruptivo.

O IGN localizou nas últimas 24 horas 75 terramotos na parte sul da ilha de La Palma e 17 deles foram sentidos pela população.

De acordo com os dados do IGN, um valor de intensidade máxima foi atingido na zona epicentral em dois dos terramotos que ocorreram ao início da tarde de segunda-feira, ambos de magnitude 3,7.

O IGN observa um aumento no número de terramotos e suas magnitudes em relação aos dias anteriores e especifica que sete dos terremotos registados têm uma magnitude maior ou igual a 3,5.

Como nos dias anteriores, a maior parte da sismicidade está localizada a 10-15 quilómetros de profundidade na área onde o enxame sísmico começou em 11 de setembro, embora sete deles estejam em maior profundidade, entre 25 e 40 quilómetros.

A amplitude média do tremor vulcânico mostra um ligeiro aumento progressivo desde a manhã de segunda-feira e continua no mesmo intervalo médio de valores em relação ao observado nesta erupção vulcânica do Cumbre Vieja.

Agência Lusa / AG