O número de vítimas mortais da erupção do vulcão na Nova Zelândia subiu para 16, depois da morte de uma australiana num hospital de Sydney. Há ainda dois desaparecidos que continuam a ser procurados, segundo fonte policial.

No total, estavam 47 pessoas na ilha no momento da erupção, na segunda-feira, mas as buscas terrestres e marítimas deste domingo ainda não conseguiram localizar nenhum sinal dos corpos das duas últimas pessoas que continuam desaparecidas.

A equipa de busca está dececionada. Entendemos perfeitamente como também pode ser dececionante para os entes queridos que querem recuperar os corpos", disse o comissário da polícia local, Mike Clement, adiantando que, provavelmente, os dois corpos estão na água.

Vinte e seis pessoas continuam hospitalizadas na Nova Zelândia e na Austrália, muitas delas em condição descrita pelos médicos como "crítica".

Segundo Mike Clement, a polícia não está a perder a esperança de encontrar os corpos dos dois desaparecidos: "Chegará um momento em que teremos feito tudo o que pudermos, mas ainda não estamos lá", afirmou, acrescentando que a polícia "não desiste facilmente."

O risco de erupção do vulcão permanece e o brilho ainda visível à noite no nível da chaminé vulcânica "confirma a presença de um importante fluxo térmico", segundo o vulcanologista da GNS Science Geoff Kilgour, que monitoriza a atividade vulcânica e sísmica naquele arquipélago.

Das 47 pessoas na ilha no momento da erupção, com idades entre os 13 e 72 anos, 24 eram da Austrália, nove dos Estados Unidos, cinco da Nova Zelândia, quatro da Alemanha, dois da China, dois do Reino Unido e um da Malásia.

A erupção do vulcão enviou uma coluna de vapor e cinzas estimada em 3.660 metros (12.000 pés) para o ar.