A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a trabalhar de perto com a organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que se realizam neste verão, no Japão, por causa do novo coronavírus e da sua propagação.

Em conferência de imprensa realizada nesta quinta-feira, a OMS diz que ainda é cedo para tomar qualquer decisão sobre um possível adiamento da competição, com início previsto para julho, devido ao Covid-19.

Nenhuma decisão será tomada a curto prazo em relação ao futuro dos Jogos Olímpicos. Estamos todos a trabalhar em conjunto para tentar preservar aquele que é um fantástico evento a nível mundial", indicou o diretor executivo da OMS, Michael Ryan.

No briefing aos jornalistas sobre a evolução do coronavírus, o diretor-geral Tedros Adhanom afirmou que o Covid-19 está num "momento decisivo" e apelou aos países para redobrarem esforços na contenção do mesmo.

Estamos numa situação delicada. O surto pode ir em qualquer direção pela forma como lidamos com ele", disse.

Tedros reiterou que "o vírus tem potencial para se tornar numa pandemia", porém, sublinhou que "este não é o tempo para ter medo", "é o tempo para agir e salvar vidas".

O diretor-geral da OMS considerou mesmo que as epidemias no Irão, Itália e Coreia do Sul "demonstram a capacidade do vírus".

O balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de 2.800 mortos e mais de 82 mil pessoas infetadas, de acordo com dados reportados por 48 países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 33 mil recuperaram.

Além de 2.744 mortos na China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) registou 25 casos suspeitos de infeção, sete dos quais ainda estavam em estudo na quarta-feira à noite.

Os restantes 18 casos suspeitos não se confirmaram, após testes negativos.

No seu primeiro boletim diário sobre a epidemia, divulgado na quarta-feira, a DGS indicou que, “de acordo com a informação atual, o risco para a saúde pública em Portugal é considerado moderado a elevado”.

O único caso conhecido de um português infetado pelo novo vírus é o de um tripulante de um navio de cruzeiros que foi internado num hospital da cidade japonesa de Okazaki, situada a cerca de 300 quilómetros a sudoeste de Tóquio.